Decreto antecipa abono anual de 2017 para aposentados e pensionistas
O Diário Oficial da União publicou na sexta-feira (28) decreto presidencial que antecipa o abono anual (13º salário) de 2017 para aposentados e pensionistas da Previdência Social. O benefício será pago em duas parcelas. A primeira em agosto e a segunda em novembro.
Segundo o decreto, a primeira parcela corresponderá “a até 50% do valor do benefício correspondente ao mês de agosto”, junto com o benefício a ser concedido no mês. O restante será pago em novembro.
Agência Brasil
- Publicado em Notícias Gerais
Movimento no aeroporto da Capital aumenta 1,24% no primeiro semestre
O movimento de passageiros no Aeroporto de Campo Grande subiu 1,24% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informações da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). Entre embarques e desembarques, passaram pelo saguão 711.512 pessoas de janeiro a junho.
Esse número, porém, não foi suficiente para tirar o terminal da cidade da lista dos menores fluxos entre as capitais do país, onde aparece em 10°. Os dados levam em conta apenas os aeródromos administrados pela Infraero.
No ranking geral, o município está na 16ª posição, na frente de cidades turísticas nordestinas, como Aracaju e João Pessoa.
Levando em consideração os dados de maio e junho, o aeroporto da Capital teve resultados positivos.
Ainda no quesito passageiro, no sexto mês de 2017 passaram pelo local 118.514 pessoas contra 113.570 em maio, o que representa um aumento de 4%. O percentual, contudo, não conseguiu superar os 19% de aumento registrados entre fevereiro e março.
No transporte de cargas, chegaram ou foram despachados em Campo Grande 107.325 encomendas, 4,95% do que no mês anterior, quando o aeroporto movimentou 102.259 quilos.
Já o tráfego de aeronaves cresceu 5,66% em relação ao mês de maio. Decolaram ou aterrissaram na cidade 1.624 voos. O levantamento conta tanto viagens comerciais quanto particulares. Considerando apenas os voos comerciais, houve aumento tímido na disponibilização de trechos que passaram pela Capital sul-mato-grossense, já que em junho foram 1.062 contra 1.053 no mês anterior.
Interior – Já o Aeroporto de Corumbá teve resultados positivos no transporte de cargas no primeiro semestre, com aumento de 59,67% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Infraero, partiram ou chegaram na Cidade Branca 24.499 quilos em encomendas de janeiro a junho contra 15.344 em 2016.
No mês, porém, houve queda de 12,91%, já que em junho foram movimentados 4.182 quilos de cargas contra 4.802 em maio.
Já o número de pousos e decolagens teve aumento de 7,13% no primeiro semestre em Corumbá, principalmente em decorrência de voos particulares. Decolaram ou pousaram no município durante o ano 751 aeronaves contra 701 na mesma época em 2016.
O volume de passageiros, por outro lado, despencou 12,66% no semestre, caindo de 2.930 em maio para 2.312 em junho.
Campo Grande News
- Publicado em Notícias Gerais
Desemprego vai a 13% em junho, primeira queda desde 2014
O desemprego no Brasil no trimestre encerrado em junho atingiu 13%, queda de 0,7 ponto em relação aos três meses terminados em abril, quando a taxa foi de 13,7%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira 28 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que afirmou que trata-se do primeiro recuo estatisticamente significativo da taxa desde o trimestre que acabou em dezembro de 2014.
Ainda assim, a taxa de desocupação está 1,7 ponto percentual acima da registrada no mesmo período do ano passado, 11,3%.
Leia mais:
Desistência e informalidade seguram a taxa de desemprego no País
Retomada lenta da economia barra crescimento do emprego
A taxa é resultado do recuo de 4,9% na população desocupada, que atingiu 13,5 milhões de pessoas em junho. São 690 mil pessoas a menos que se declararam em busca de um emprego. O número de desempregados, porém, ainda é 16,4% superior ao apurado no mesmo período do ano passado. Também foi a primeira redução da população desocupada desde o fim de 2014.
A população ocupada atingiu 90,2 milhões no trimestre, alta de 1,4% em relação ao trimestre janeiro-março de 2017, mas recuou 0,6% ante o mesmo trimestre móvel de 2016. O nível da ocupação, que é o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 53,7%, alta de 0,6 ponto percentual frente ao trimestre janeiro-março de 2017, (53,1%), mas queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre móvel de 2016.
Formalidade
Os dados sobre o mercado de trabalho mostram que o desemprego já havia parado de aumentar e agora registram leve queda. Boa notícia à primeira vista, mas que precisa ser olhada mais de perto: precarização e a desistência da busca por trabalho podem explicar o comportamento dos números. E a reforma trabalhista, aprovada e sancionada há duas semanas, pode fazer com que um cenário conjuntural passe a ser estrutural.
Nos três meses encerrados em junho, apesar da redução do contingente de desempregados, o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada, 33,3 milhões de pessoas, se manteve estável frente ao trimestre anterior (janeiro a março de 2017) e caiu 3,2% ante o ano passado, com uma redução de 1,1 milhão de pessoas com carteira assinada.
O número de empregados sem carteira de trabalho assinada (10,6 milhões de pessoas) cresceu 4,3% no trimestre (mais 442 mil pessoas) e subiu 5,4% (mais 540 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016.
Crescimento também no trabalho por conta própria, que atingiu 22,5 milhões de pessoas e alta de 1,8% na comparação com o trimestre anterior (mais 396 mil pessoas), mas ainda recuou 1,8% em relação a 2016 (menos 415 mil pessoas).
No trimestre encerrado em maio, o desemprego atingiu 13,3%, estável em relação ao trimestre imediatamente anterior. Mas o emprego com carteira assinada, nesta mesma comparação, caiu 1,4%. O que ajudou a segurar a taxa acabou sendo a informalidade, com crescimento de 2,2% no emprego sem carteira no setor privado.
Os dados do Ministério do Trabalho, que têm como fonte o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que em junho, pelo terceiro mês consecutivo o número de novas vagas de emprego com carteira assinada superou as demissões. Naquele mês, o Brasil criou 9.821 vagas formais, a primeira vez, desde 2014, que houve criação de postos formais no mês de junho. No mês passado foram 1.181.930 contratações e 1.172.109 demissões.
Os dados do IBGE, porém, são considerados mais realistas, pois englobam também o emprego informal e são apurados por pesquisa, com base em quem está procurando um emprego, e não pelos dados informados pelas empresas, como o Caged.
Por setor
Considerando-se os ocupados nos grupamentos de atividade em relação ao trimestre de janeiro a março de 2017, houve aumento nas categorias: Indústria Geral (3,3% ou mais 375 mil pessoas), Transporte, Armazenagem e Correio (2,9%, ou mais 131 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,2% ou mais 485 mil pessoas) e em Outros serviços (5,6% ou mais 238 mil pessoas). Os demais grupamentos ficaram estáveis.
Em relação ao mesmo trimestre de 2016, houve reduções nos grupamentos da Construção(-9,2% ou – 683 mil pessoas), e da Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura (-8,1% ou – 765 mil pessoas) e altas em Alojamento e Alimentação (12,9% ou mais 579 mil pessoas) e em Outros serviços (7,8% ou mais 323 mil pessoas). Nos demais grupamentos não ocorreram variações significativas.
Carta Capital
- Publicado em Notícias Gerais
Banco Central corta Selic a 9,25% e juros caem ao menor nível em 4 anos
O Banco Central confirmou a expectativa do mercado e cortou, nesta quarta-feira (26), a taxa básica da economia em 1 ponto percentual, para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido da Selic.
A decisão foi por unanimidade. A queda era esperada por 45 dos 47 economistas consultados pela agência internacional Bloomberg. Um esperava um corte menor, de 0,75 ponto percentual (para 9,5%), e outro uma redução maior, de 1,25 ponto percentual (até 9%).
No comunicado, o Copom indicou que o aumento da incerteza em relação à aprovação das reformas "impactou negativamente índices de confiança dos agentes econômicos". Para o comitê, no entanto, o impacto da queda na atividade "tem sido, até o momento, limitado."
Segundo o BC, a extensão do ciclo de cortes vai depender de "fatores conjunturais e das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira".
A manutenção do ritmo de corte, afirma o comunicado, vai depender da evolução da "atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação".
PREÇOS
O afrouxamento monetário ocorre em um cenário de inflação abaixo do centro da meta do governo, de 4,5% ao ano.
Para o Banco Central, a trajetória da inflação permanece favorável, "inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária". "Até o momento, os efeitos de curto prazo do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia não se mostram inflacionários nem desinflacionários", indica a nota.
Em junho, país teve deflação pela primeira vez em 11 anos. O índice IPCA recuou 0,23% no mês passado e, em 12 meses, acumula avanço de 3%.
A redução acelerada da inflação ocorre principalmente por causa da crise econômica e do desemprego, que desestimulam o consumo. Também é fruto de uma melhora significativa nas safras agrícolas.
Segundo o Boletim Focus, que reúne estimativas de economistas e instituições financeiras ouvidos pelo Banco Central, a inflação deve encerrar o ano em 3,33%.
A queda de juros pode ajudar a reanimar a economia brasileira, após o indicador que mede atividade econômica frustrar a expectativa e cair 0,51% em maio.
Na comparação com maio de 2016, o índice apresentou variação positiva de 0,04%, enquanto no acumulado em 12 meses houve recuo de 2,22%, sempre em números dessazonalizados.
Foi o segundo resultado negativo no ano para o indicador, que incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos. A outra retração foi vista em março.
A expectativa do Focus é que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresça 0,34% neste ano. A projeção é que a taxa de juros encerre 2017 a 8%.
Folha Press
- Publicado em Notícias Gerais
Estudo compara receptivo turístico do Brasil a países concorrentes
O coordenador-geral de Inteligência Competitiva e Mercadológica da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Alisson Andrade, divulgou, na quinta-feira (20), o estudo “Competitividade do Brasil no Turismo Global”. O relatório do Instituto teve como base os dados de mercado mais recentes gerados pela Euromonitor International – líder mundial em pesquisa de estratégia para mercados consumidores –, pelos EBTs (Escritórios Brasileiros de Turismo) da Embratur e pelo Fórum Econômico Mundial.
O estudo apresenta a Argentina, o México, o Peru e a República Dominicana como alguns dos principais concorrentes do Brasil atualmente. Segundo as estatísticas da Euromonitor, 6,8 milhões de turistas estrangeiros estiveram no País em 2016, e a expectativa do Brasil hoje é alcançar, até 2020, 7,4 milhões de visitante. O México contou, em 2016, com 34 milhões de turistas, prevendo, para 2020, receber 40,5 milhões de visitantes.
A Argentina teve, em 2016, 6,2 milhões de turistas, com previsão de aumentar esse número para 7,2 milhões em 2020. Já a República Dominicana (destino mais visitado do Caribe), recebeu 5,1 milhões de turistas em 2016, com perspectiva de ampliar para 6,3 milhões. E o Peru, que em 2010 recebia 2,3 milhões de visitantes, alcançou 3,5 milhões de turistas em 2016 e tem previsão de chegar a 4,4 milhões em 2020, ou seja, quase o dobro de visitantes que havia em 2010.
Para o presidente substituto da Embratur, Tufi Michreff, esses países concorrentes têm em comum o forte investimento no turismo. “O ranking de competitividade 2017 do Fórum Econômico Mundial, outra importante fonte do turismo, aponta que a República Dominicana está em 7º lugar entre os países que mais prioriza o turismo, o México na 30ª colocação, a Argentina na 66ª, o Peru como 69º colocado e o Brasil, na lanterna, em 106ª.”
De acordo com Tufi, a Embratur precisa mudar para fazer frente à concorrência internacional. “Existe a necessidade latente de transformá-la em agência governamental – tornando-se um serviço social autônomo – para podermos realizar convênios com outros órgãos, acessar recurso de outras fontes e fazer parcerias. Desse modo, poderíamos projetar para 2022 um receptivo de cerca de 12 milhões de turistas internacionais para o Brasil e 19 bilhões de dólares de receita cambial.”
Ele destaca ainda que a chegada dos turistas ao Brasil está em um patamar incompatível com as nossas potencialidades no turismo. “Afinal, somos o País mais lindo do mundo, conforme apontou recentemente a revista norte-americana Condé Nast Traveller.”
Ações destacadas
Dentre as ações desenvolvidas pela República Dominicana, que mantém 29 escritórios de promoção do turismo espalhados pelo mundo, estão os planos de marketing cofinanciados com operadores, programas de incentivo às vendas junto aos agentes de viagem, atividades cooperadas com o trade turístico, campanhas on-line, publicidade do destino em meios de transportes e investimento em realidade virtual.
A Argentina, que possui sete escritórios de promoção do turismo, aposta na flexibilização do visto, em ações de incentivo fiscal e cooperadas com o trade turístico, campanhas on-line e investimento em eventos promocionais para público final, além das ações mais recorrentes nos mercados.
Com 15 escritórios de promoção do turismo, o Peru prioriza, como ferramentas promocionais, lançamento de aplicativos – a exemplo do aplicativo de geolocalização, que mostra serviços essenciais próximos ao visitante –, ações cooperadas com o trade turístico, campanhas on-line e investimento em eventos para público final.
Já o México, que possui 22 escritórios de promoção do turismo espalhados pelo mundo, também foca na flexibilização de visto, ações cooperadas com o trade turístico e campanhas on-line, além de investir em programas de incentivo às vendas junto aos agentes de viagem, em vitrinagem e totens e planos de marketing cofinanciados com operadores.
“Ações em parceria com o trade internacional são práticas essenciais para o País conquistar maior participação de mercado no turismo internacional. Isso inclui iniciativas conjuntas, a exemplo de ações realizadas com operadores e companhias aéreas”, exemplificou Alisson, durante seminário na autarquia.
Embratur
- Publicado em Notícias Gerais
Brasil registra queda de 4% no número de linhas de celular
O número de linhas de celulares em operação no país registrou uma queda de 4,46% em junho deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foram registradas 242,11 milhões de linhas móveis ativas no mês passado. A queda em relação a maio foi de 2,3 mil linhas.
Nos últimos 12 meses, a empresa Vivo registrou crescimento de 1,41%, enquanto a Claro, a Tim e a Oi tiveram reduções de 6,21%, 4,93% e 11,61%, respectivamente, no número de linhas ativas. A tecnologia 4G teve um aumento de 5,54% em junho, na comparação com o mês anterior.
O número de linhas de celular começou a cair há cerca de dois anos no país. Em maio de 2015, foram registrados 284,1 milhões de celulares e, desde então, começou a haver redução nos números.
Segundo a Anatel, a queda do número de celulares é consequência da redução da tarifa de interconexão, que é o valor cobrado entre empresas fixas e móveis para a realização das ligações e do valor de remuneração de uso de rede, praticado entre as operadoras de celulares. Isso faz com que as pessoas não precisem ter mais de um chip para falar com números de outras operadoras. A desaceleração econômica também contribui para o encolhimento da base de acessos móveis.
Os estados que apresentaram maior queda no número de linhas móveis em junho, quando comparado com maio deste ano, foram Rio Grande do Sul (-0,30 %) , Pará (-0,34 %) e Bahia (-0,11 %). Já os estados com maior crescimento no número de linhas foram São Paulo, com aumento de 0,20 %, Pernambuco, com 0,11% e Ceará, com 0,11%. Nos últimos 12 meses, todos os estados apresentaram queda no número de linhas móveis.
TV por assinatura
O número de assinantes de TV paga também vem caindo no país. Entre abril e maio, a queda foi de 0,73% e nos últimos 12 meses a redução registrada pela Anatel foi de 1,39%. Atualmente, o país tem 18,64 milhões de clientes de TV por assinatura.
Agência Brasil
- Publicado em Notícias Gerais
Prorrogado saque do FGTS para quem comprovar dificuldade em ir às agências
O presidente Michel Temer prorrogou a data limite para saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos casos em que o beneficiário comprovar a impossibilidade de comparecimento nas agências da Caixa Econômica. O prazo para saque termina na próxima segunda-feira (31). Mas, para quem não puder fazer o saque, terá até 31 de dezembro de 2018 para fazê-lo.
“Nos casos de comprovada impossibilidade de comparecimento pessoal do titular da conta vinculada do FGTS para solicitação de movimentação de valores, o cronograma de atendimento […] não poderá exceder a data de 31 de dezembro de 2018, conforme estabelecido pelo Agente Operador do FGTS”, diz o decreto assinado na noite de hoje (26) pelo presidente. O documento, entretanto, não detalha quais casos serão considerados impedimentos e quais serão os critérios de comprovação.
Segundo a Caixa Econômica Federal, o montante pago até o dia 19 de julho equivalia a 98,33% do total inicialmente disponível para saque (R$ 43,6 bilhões). O número de trabalhadores que sacaram os recursos das contas do FGTS representa 83,73% das 30,2 milhões de pessoas inicialmente beneficiadas pela medida.
Nesta etapa do calendário de pagamentos, o saque está liberado para todos os trabalhadores que têm direito ao benefício, não importa a data de nascimento. Pode fazer o saque quem teve contrato de trabalho encerrado sem justa causa até 31 de dezembro de 2015. Os trabalhadores podem consultar o saldo a receber na página da Caixa. Outra opção é o Serviço de Atendimento ao Cliente pelo 0800 726 2017.
Agência Brasil
- Publicado em Notícias Gerais
Pesquisa aponta que 39% das pessoas já compraram em nome de terceiros
O elevado índice de inadimplência e as restrições ao crédito, agravados com a alta do desemprego, que já atinge 14,2 milhões de brasileiros, têm levado consumidores a buscar alternativas para manter o consumo, como utilizar o nome de terceiros. Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 39% dos brasileiros já adquiriram algum produto usando o nome de outra pessoa, principalmente no cartão de crédito (26%), cartão de loja (9%) e crediário (9%).
O levantamento ainda indica que os principais motivos para o empréstimo de nome foram os imprevistos (27%) e o fato de já estar com o nome sujo (25%) na praça. A justificativa para convencer a pessoa a emprestar o nome é o alto valor de contas a pagar não planejadas e a impossibilidade de pagá-las no momento (18%), além de não terem como pagar à vista as roupas, calçados e acessórios que desejam (14%). Estes são, aliás, os produtos mais comprados dessa forma (30%), seguidos dos celulares (19%) e eletrônicos em geral (14%).
PUBLICIDADE
De acordo coma pesquisa, os consumidores recorrem principalmente aos pais (27%), ao cônjuge (22%) e aos irmãos (19%) para solicitar o empréstimo do nome.
“Minha irmã me pediu o cartão emprestado. E ela não teve condição de arcar com os custos e eu acabei pagando para ela”, explica o atendente Jeferson Douglas Júnior. Segundo ele, a irmã está com o nome negativado e sem renda para ter um cartão.
Por outro lado, a pesquisa aponta que nove em cada dez entrevistados que pediram o nome de alguém emprestado já pagaram ou estão pagando a dívida em dia. Esse é o caso de Macley Almeida, encarregado de um supermercado, que nunca teve problemas, mesmo emprestando o cartão de crédito com frequência. “É apenas para pessoas de confiança, que são poucas. É mais para a família”, diz. Ele enfatiza, no entanto, que não gosta de emprestar o nome.
O advogado Gustavo Chalfun, secretário da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB Federal, esclarece que a prática de emprestar o nome não é proibida, mas também não é recomendada. “Na realidade não há impedimento legal para que alguém, a favor de outra pessoa, empreste o seu nome para determinada compra”. Ele explica que, em caso de inadimplemento, é possível cobrar de quem solicitou o nome emprestado, desde que haja alguma prova, como um contrato, por exemplo. E quem forneceu o produto ou serviço nunca pode ser responsabilizado.
Hoje em Dia
- Publicado em Notícias Gerais
Aumento do imposto pode encarecer frete em até 4%, aponta ANTC
O aumento do imposto do combustível poderá gerar um aumento de até 4% no preço do frete, segundo estimativa da Agência Nacional de Transporte de Cargas (ANTC), entidade que atua no ramo de consultoria em agenciamento de cargas. Na ponta, segundo análise da entidade, o reajuste poderá encarecer principalmente produtos com menor valor agregado, como arroz, farinha e outros produtos da cesta básica. Além disso, os produtos ficarão mais caros no Norte e Nordeste, regiões mais distantes dos polos produtores no Sul e Sudeste.
"O quanto do frete será repassado ao produto vai depender do peso do frete no produto. Tem produto que não representa nada. Mas têm situações piores, nas quais o frete pesa, quando o valor do produto é baixo, como na cesta básica com arroz, feijão, farinha. O preço do frete nesses produtos é alto", disse o assessor técnico da ANTC Lauro Valdívia. "As distâncias maiores também são mais impactadas pelo frete".
O transporte terrestre predomina no Brasil, 60% das mercadorias são transportadas por caminhões no país. Nas cidades, essa porcentagem aumenta para 95%, segundo a ANTC. De acordo com a entidade, o combustível representa 40% do custo de um frete e o aumento geralmente é repassado para o preço do transporte. "O transportador não tem como não repassar esses 4%. Está sem margem nenhuma. O frete cai desde 2014. Mesmo na época boa, a margem [de lucro] era de 5%, fica difícil segurar", disse.
Além do mercado interno, o aumento poderá ter impacto também no mercado externo. Os caminhões que transportam carga para a exportação são maiores e o combustível ultrapassa a média de 40% no custo do frete. Nas cidades, a porcentagem cai, e o combustível de pequenos caminhões chega a representar 10% do custo.
Com dificuldades em recuperar a arrecadação, o governo decidiu aumentar tributos para arrecadar R$ 10,4 bilhões e cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões. O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol subiu para compensar as dificuldades fiscais.
A alíquota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentará para R$ 0,1964. A medida entrará em vigor imediatamente por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União.
Para o porta-voz da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), Bolívar Lopes, o aumento resultará em uma reação em cadeia. "A Abcam reconhece as dificuldades que o país atravessa. No entanto, o aumento de combustíveis nesse momento levará a encarecimento de muitos produtos para o consumidor final. O transportador também é consumidor final, para o caminhoneiro vai aumentar diesel, pneus, manutenção do veículo e outros insumos", disse.
Segundo ele, o preço dos fretes, que já estavam abaixo dos custos atuais, ainda deve demorar um pouco para ser reajustado, uma vez que os transportadores não querem perder clientes. "Em certas situações haverá um impacto imediato. Em outras, esse impacto será a médio e longo prazo. Nesse momento, as negociações [entre caminhoneiros e clientes] vão ser muito importantes. Os contratos em andamento serão vistos com cautela".
Um dos impactos, quando o preço começar a ser repassado, de acordo com Lopes, será a redução do volume de mercadoria transportada. "O setor recebeu esse aumento com preocupação. Vínhamos pleiteando a desoneração do diesel justamente para equilibrar o valor do frete, que está abaixo da realidade".
Agência Brasil
- Publicado em Notícias Gerais
Combustível mais caro afeta toda a população e ajuda crise, diz economista
Da dona de casa ao empresário, toda a população deve ser afetada direta ou indiretamente pelo aumento no preço dos combustíveis, segundo alerta de especialistas que preveem uma reação em cadeia na economia que deve favorecer a recessão. A medida foi anunciada na quinta-feira (20) pelo presidente Michel Temer (PMDB) como forma de aumentar as receitas do governo.
Cláudio Cavol, presidente do Setlog (Sindicato das Empresas do Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul), afirma que é por meio do setor que o impacto atingirá até mesmo quem sequer tem carro para abastecer.
A lógica, segundo ele, é bastante simples. As transportadoras terão incremento em seus custos operacionais e, para não ficarem no prejuízo, aumentarão as tabelas de preços.
Uma indústria, por exemplo, que contrata o serviço para fazer seu produto chegar ao supermercado terá que pagar mais caro pelo transporte e consequentemente aumentará também seus preços. O estabelecimento comercial, por sua vez, repassará esses custos extras aos consumidores finais.
“Essa decisão vai pesar justamente nas pessoas que têm menor poder aquisitivo quando o arroz, feijão, a batata, etc subirem nos mercados porque eles dependem do transporte”, afirma Cavol.
Outro setor que deve ser afetado pela mudança é o transporte coletivo, lembra o presidente do Setlog. “O usuário de ônibus vai ter despesa maior porque fatalmente esse aumento vai fazer as empresas reinvidicarem de suas prefeituras o aumento maior no preço da passagem”, pontua.
“Pneu, graxa, óleo lubrificante. Tudo o que deriva do petróleo no Brasil vai ter aumento. É impossível dizer que não teremos aumento de preço generalizado. Isso foi grande e avassalador porque estamos em um momento praticamente com inflação zero”, completa Cavol.
Aumento no preço dos transportes provocará reação em cadeia que pode terminar com inflação mais alta (Foto: Marcos Ermínio)
Desastrosa – O presidente do Corecon (Conselho Regional de Economia), Thales Souza Campos, classifica como “esdrúxula” a medida.
“Vai afetar todos os segmentos, porque todos nós dependemos de logística, entre parênteses, transporte. Tudo o que você compra, faz ou trabalha depende do ir e vir e isso depende de combustível: diesel, álcool ou gasolina”, afirma.
Para Thales, a decisão de Temer foi completamente equivocada do ponto de vista econômico, pois o país ainda não saiu da recessão e com o aumento de preços favorecido principalmente pelo setor de transporte, as pessoas devem comprar menos.
“Ninguém pode gastar mais do que recebe. Nem governo, nem empresa e nem família. Por conta disso, não adianta querer ter receita maior, independentemente de onde ela venha, se vai criar algum problema. Se no governo tem que equalizar a despesa, na família idem. Você não tem que gastar o que recebe”, questiona o economista.
Para ele, o aumento nos impostos revela falhas na gestão. “O Brasil está em um processo de desgoverno, contrário ao desenvolvimento, contrário ao crescimento. As medidas que estão sendo tomadas, não são medidas para retomar o crescimento, são medidas para manter o poder e bancar os custos desse poder”, conclui.
Campo Grande News
- Publicado em Notícias Gerais











