Nota fiscal de saída: saiba o que é e como emiti-la
É proibido vender produtos ou prestar serviços sem emissão de documento fiscal, o que configura crime de sonegação de impostos.
Acompanhe a seguir tudo o que você precisa saber sobre essas questões para proceder corretamente.
Diferença entre notas de entrada e saída
A distinção entre os documentos fiscais é simples. Enquanto a saída registra prestação de serviço ou venda — faturamento —, a de entrada oficializa uma compra ou tomada de serviço. Mas ambas podem configurar também operações sem movimentação de valores, como envio de produto para amostra ou recebimento de mercadoria em bonificação.
Em resumo, as saídas partem do empreendimento. E nas entradas ele é agente passivo da operação — tanto que geralmente não emite documento por isso, apenas o recebe do agente.
Emissão da nota fiscal de saída
Primeiramente, precisamos dizer que o documento fiscal sempre deve ser emitido previamente no caso de venda — pois mercadorias não podem circular sem nota. Já na prestação de serviços, a emissão pode ser feita posteriormente, sendo expedida uma ordem de serviço anterior ao fato gerador do faturamento.
Destinatário ou tomador
O receptor do documento precisa ter os dados completos de endereço e, conforme a situação do tomador, outros campos, como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou CPF, Inscrição Estadual e/ou Inscrição Municipal, informados na nota fiscal de saída.
Objeto da transação
A descrição da mercadoria ou do serviço deve ser a mais completa possível. No caso de produtos, as quantidades, os valores unitários, totais e de impostos e a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) precisam ser informados.
Para os serviços, os dados de valor total e impostos são obrigatórios. Outros dados podem também ser necessários, mas como serviços são regulamentados por municípios, cada um tem processo próprio para emissão de documento pelo prestador e há diversas diferenças entre cidades.
Frete
Nas vendas, deve-se escolher entre frete por conta de destinatário ou de emissor, ou ainda operação sem frete. Independentemente da contratação de terceiros pelo responsável pela entrega, o CNPJ e os dados do motorista e do veículo devem ser preenchidos, além de embalagem de transporte e número de unidades.
Classificação fiscal da operação
Como a nota fiscal de saída para prestação de serviço é sempre de soberania do município responsável, nem todas elas pedem esse dado.
Mas nas vendas de mercadorias, a informação é sempre obrigatória. É preciso então selecionar de acordo com o regime tributário da empresa e com o que a legislação diz sobre a operação. Por exemplo, a mercadoria pode ser tributada com ou sem substituição tributária de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) .
Informações adicionais
Esse campo é destinado a algo que a empresa necessite escrever, como ordem de compra recebida, crédito de ICMS dado ou impossibilidade de geração dele por alguma situação prevista em lei.
Validação e transmissão
Após o preenchimento de todos esses dados, é preciso validar a nota. Para isso, osoftware de elaboração e emissão da nota fiscal de saída verifica se todos os dados e cálculos estão corretos.
Então, o documento é assinado, recebendo a identidade da empresa emissora. Depois disso, é feita a transmissão à Secretaria da Fazenda. Esse último processo é o envio do conteúdo elaborado ao órgão de fiscalização para liberação do seu uso e do arquivo XML.
Portal Contábeis
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Prejuízos de uma reforma do PIS/COFINS são apresentados ao ministro da Casa Civil
O deputado federal Laércio Oliveira, presidente da Comissão de Desenvolvimento da Câmara dos Deputados e vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), esteve no dia 16 de agosto com o ministro-chefe da Casa Civi, Eliseu Padilha, para tratar dos impactos negativos da reforma do Pis/Cofins no setor de serviços, anunciada pelo governo anterior.
Na ocasião, Laércio destacou que a reforma vai prejudicar empresas de todos os setores, mas em especial as áreas de educação, saúde, construção, telecomunicações, segurança, informática, entre outras, que geram mais de 20 milhões de empregos. O ministro ficou sensibilizado com os problemas que poderiam ser causados pela reforma e informou que abordaria o tema dentro de um grupo de trabalho dos Ministérios da Fazenda e Planejamento. O parlamentar apresentou dados que confirmam que, conforme a reforma anunciada, essas empresas, que pagam hoje uma alíquota somada de Pis/Cofins de 3,65% sobre o faturamento, migrariam para 9,25%, com poucos créditos para compensar. Elas passariam para o complexo regime não cumulativo, ampliando a já sufocante burocracia fiscal. Laércio demonstrou que as consequências dessa reforma seriam o aumento da mensalidade escolar, do plano de saúde, da conta de celular e de tantos outros serviços que pesam no bolso do cidadão, além da possibilidade de demissão de cerca de 2 milhões de trabalhadores.
O assessor da Mobilização Nacional contra o aumento do Pis/Cofins, Emerson Casali, que também participou da reunião, afirmou que os prejudicados não teriam como absorver custos de uma reforma que onerem ainda mais os setores intensivos em mão de obra. Para Casali, o setor empresarial está muito confiante no governo e essa ameaça de aumento de impostos tem que ser retirada logo da agenda para que todos possam fazer seus planos de negócio e realizar investimentos para a economia voltar a crescer. O ministro Padilha reafirmou que o governo acredita que, com uma carga tributária de 37% do PIB, não é possível aumentar impostos e que a prioridade é realizar as reformas para estancar o crescimento dos gastos. Já Laércio Oliveira confirmou ao ministro Eliseu Padilha que o setor empresarial estará pronto a apoiar o governo nas agendas necessárias ao crescimento do País.
cnc
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Crise: oportunidade para internacionalizar
Toda crise pode ser encarada como um momento de reflexão. O cenário econômico atual no Brasil vem ocasionando um período de grande recessão ao mercado, mas também tem oferecido muitas oportunidades de mudanças, negócios e, por que não, internacionalização?
De um modo geral, tempos de crise não são muito favoráveis para as empresas expandirem operações em outros países. No entanto, cada caso é um caso e, muitas vezes, a internacionalização do negócio pode funcionar como uma boa saída para conquistar novos mercados, maximizar a procura e o volume de vendas, além de consolidar a reputação da marca.
Para o plano de internacionalização ser bem sucedido, independentemente do momento do país, é fundamental estar bem preparado e avaliar os recursos necessários. Startups que não requerem a implantação de estrutura física e equipe no local de atuação acabam por ter o processo de expansão mais viável. Este foi o nosso caso, quando no ano passado iniciamos a internacionalização do Cuponomia para a América Latina. Por se tratar de serviços e parcerias com lojas online, o processo aconteceu de forma rápida e com custos menores.
A principal preocupação da expansão de mercado, no entanto, deve ser a de oferecer um modelo que funcione bem. É importante investir tempo aprendendo e melhorando os serviços da startup antes de atravessar as fronteiras. Caso contrário, o impacto negativo para a marca pode ser irreversível e, como diz o ditado popular, o “tiro sair pela culatra”.
Claro que esta não é uma decisão tomada do dia para a noite, mas, tendo alguns pontos em mente, é possível criar oportunidades e fazer o seu negócio crescer além do território nacional:
Lembre-se que talvez seja necessário criar ou desenvolver uma cultura no mercado alvo. Você pode ter um grande desafio de criar a demanda por um serviço que o mercado pode não conhecer e nem saber que precisa;
Aprender a lidar com a mudança de cultura e idioma é um desafio que qualquer negócio irá enfrentar para se internacionalizar. Mas por mais que se planeje, esses dois fatores só vão aparecer na hora que você já estiver lá;
Conheça o máximo sobre o mercado que você está entrando – tamanho, potencial de crescimento, possíveis parceiros;
Ter uma estratégia de marketing local também é fundamental.
Desafios sempre existirão, por isso, esteja preparado. Criatividade é o diferencial para evoluir.
*Antônio Miranda é CEO do Cuponomia, plataforma que reúne cupons de desconto dos principais players de comércio eletrônico do país, e que recentemente iniciou operações no México, Chile e Colômbia.
Portal Administradores
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Demanda das empresas por crédito registra queda em julho
A demanda das empresas por crédito abriu o segundo semestre em retração, segundo o indicador Serasa Experian. O levantamento mostra variação negativa de 5,9% em julho em relação a junho. Houve queda também de 3% na comparação com julho do ano passado.
No acumulado do ano de janeiro a julho, a demanda das empresas por crédito caiu 2,3% frente ao mesmo período do ano passado. Na análise por porte, a queda na demanda empresarial por crédito em julho foi puxada pela retração observada de 6,1% nas micro e pequenas empresas. Nas médias e grandes empresas, houve quedas de 1,8% (médias) e de 0,7% (grandes) na procura por crédito.
Na análise por setor, as empresas de serviços recuaram a demanda por crédito em 7,5% em julho, ante junho. As empresas dos setores industrial e comercial acusaram retrações de -4,6% na indústria e -4,4% no comércio.
Economistas da Serasa consideram que a queda da demanda das empresas por crédito ocorre em meio ao atual quadro de retração da economia, diminuindo a necessidade de capital de giro, combinada com as condições mais restritivas do crédito nas instituições financeiras.
Agência Brasil
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O que leva atletas ao alto desempenho também pode levar você
Ao sucesso não se chega por meio de atalhos e qualquer prova da Olímpiada corrobora essa tese. O esporte, aliás, é um grande professor neste quesito.
“Treinar, superar limites, competir, aprender com as vitórias e derrotas faz parte do dia a dia de um campeão”, diz o coach André Franco. As atitudes que levam um atleta ao pódio levam um profissional ao topo de qualquer carreira. Confira quais são elas, segundo coaches e especialistas:
1. Sonho
“Todo atleta tem ao menos um grande sonho. A partir disso, uma história de realizações e conquistas é construída”, diz Franco.
Qualquer semelhança com o destaque no mundo dos negócios não é mera coincidência. O livro Sonho Grande, que apresenta a trajetória de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, ilustra bem o papel do propósito no sucesso.
Vencedores não deixam que limites de seus recursos deem o contorno de seus sonhos, segundo o especialista. “Quando sonham não pensam em suas limitações financeiras, culturais ou habilidades disponíveis no momento”, diz.
Se Flávio Augusto da Silva, fundador da Wise Up! tivesse se deixado abater pelos seus problemas, no início de carreira, certamente não estaria hoje entre os bilionários.
Você precisa saber qual é a sua meta para focar e investir todos os esforços em busca da sua realização”, diz Janaina Manfredini, coach da Effecta Coaching.
2. Estratégia
“Uma série de fatores pesam para uma vitória”, diz o médico, escritor e palestrante Roberto Shinyashiki. E esses aspectos são levados em conta na hora de desenhar a estratégia, ou seja, o planejamento para atingir os objetivos de carreira.
Para um atleta é preciso determinar as competições em que se inscrever e a rotina de treinamentos, entre outros aspectos, que funcionarão como seu plano de carreira.
“Na vida gastamos muito tempo, energia e dinheiro em atividades que geram pouco ou nenhum resultado que seja relevante para atingir nossos sonhos”, diz Franco. Pessoas de sucesso se concentram em atividades que estão alinhadas aos seus objetivos finais, segundo o coach.
Ele indica aos profissionais que anotem as etapas realizadas no início, meio e fim do objetivo. Determinar como, por quem e quando cada tarefa será realizada e prestar atenção em tudo que evidencie que o rumo tomado é o certo também são algumas dicas de André Franco.
3. Competência
Reconhecer o impacto no desempenho da carência ou do déficit de uma habilidade é próprio dos atletas vencedores. “O atleta vencedor sabe que dom e talento não são suficientes para garantir as vitórias, e que é necessário treinar muito para desenvolver suas competências e obter cada conquista”, diz Franco.
A competência da ginasta Simone Biles, medalhista de ouro no individual geral da Olímpiada, é um dos aspectos que mais chamam a atenção nas suas apresentações. Sua técnica considerada perfeita para aceleração, salto e aterrissagem são parte do show que ela deu ao disputar a final da competição.
Quais as habilidades necessárias para que você atinja seu objetivo profissional? Quais sacrifícios está disposto a fazer para chegar lá?
4. Ação
“De nada adianta termos grandes sonhos, uma excelente estratégia e competência necessária se não colocarmos em prática nossas ideias”, diz Franco.
Os vencedores, diz ele, treinam como se estivessem competindo e mantêm uma consistência impressionante para conseguir aquilo que planejaram. As palavras chaves são disciplina e consistência.
“Em muitos esportes de alto rendimento, os índices de aproveitamento nas jogadas determinam o resultado e vence o indivíduo ou equipe que errar menos frente às oportunidades”, diz Franco. Muitas vezes são detalhes que separam a vitória da derrota.
O importante, segundo o especialista, é pensar em ganhos e benefícios de realizar o objetivo e avaliar as perdas possíveis ao não entrar em ação. Aprender com os resultados já obtidos e buscar melhoria contínua vão garantir cada vez mais ações eficazes.
5. Emoção
Preparação emocional é tão importante quanto a técnica para atletas e demais profissionais. “Assumir riscos, lidar com o medo, pressões e manter o controle de suas ações é o grande desafio dos campeões”, diz Franco. E de qualquer pessoa.
Gerir as emoções é uma habilidade que a cada dia ganha mais importância no trabalho. Para chefes é ainda mais crítica para o bom desempenho. Por quê? Porque que a influência na tomada de decisão é grande, perder a cabeça é fatal para estratégia.
Visualizar e se preparar para diferentes cenários, tanto positivos quanto negativos, ajuda ninguém menos do que o maior campeão de todos os tempos da natação. Antes de competir, Michael Phelps já tem vários planos de ação definidos na sua cabeça e os coloca em ação à medida que as coisas vão acontecendo.
Aprender com erros e fracassos também é um aspecto essencial, segundo atletas e executivos de sucesso. São essas experiências que proporcionam os ajustes de rota necessários para atingir o objetivo definido.
Exame
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Vendas no setor atacadista têm crescimento real de 2,26% em junho
O setor atacadista registrou crescimento real nas vendas de 2,26% em junho sobre o mesmo período do ano anterior, informou nesta manhã a Abad, entidade setorial que representa o setor de atacado e distribuição no país.
No acumulado do ano, o mercado apura leve queda real de 0,22%, sendo que houve desaceleração na queda — de janeiro a maio a retração era maior, de 0,7%.
Em termos nominais, a alta acumulada do ano até junho é de 9,41%. Apenas em junho a expansão nominal atingiu 11,31% sobre mesmo mês de 2015.
A entidade do setor prevê leve alta de até 1% nas vendas reais em 2016.
Valor Econômico
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Varejo vai aceitar usado na compra de celular novo
A partir de hoje, quem visitar uma loja do Magazine Luiza em busca de um smartphone novo, poderá entregar seu aparelho usado, em qualquer estado, para garantir um desconto no valor final da compra. O Magazine Luiza é a primeira grande rede de varejo a adotar o modelo de recompra de aparelhos – conhecido como “trade-in” – no País. Até o momento, somente operadoras de telecomunicações ofereciam essa opção, que ajuda o consumidor a viabilizar a troca do smartphone, mesmo em tempos de crise.
Na prática, basta que o consumidor leve o aparelho à uma loja e entregue ao vendedor. Com a ajuda de um sistema, ele fará a avaliação do produto: é preciso responder a cinco questões com base no estado do usado – como informar se ele está com a tela quebrada. O sistema, então, informa o valor de recompra do produto e, consequentemente, quanto ele vale na troca por um aparelho novo. A mecânica é parecida com a da venda de carros usados, mas, como os valores são tabelados, é difícil barganhar um preço melhor com o vendedor.
“Esperamos que isso aumente nossa receita com a venda de smartphones”, disse o vice-presidente do Magazine Luiza, Fabrício Garcia, em entrevista exclusiva ao Estado. “Vamos oferecer um serviço melhor para o consumidor, ao mesmo tempo em que ganhamos um diferencial em relação aos nossos concorrentes.”
A princípio, a venda de smartphones com desconto atrelada à entrega do aparelho usado vai funcionar nas 71 lojas do Magazine Luiza em São Paulo. Até o fim de 2016, todas as 786 lojas da varejista no Brasil vão adotar o trade-in – ele não vale para quem compra o smartphone por meio do site de comércio eletrônico.
No Brasil, todas as operadoras aceitam a venda de aparelhos seminovos na compra de novos smartphones. A prática também é adotada por alguns varejos especializados em tecnologia, como as lojas da Fnac (restrito ao iPhone) e revendas especializadas em produtos fabricados pela Apple.
Crise. O trade-in chega ao varejo em um momento em que as vendas de smartphones enfrentam forte queda, efeito da crise econômica no País. De acordo com dados da consultoria IDC Brasil, a venda de smartphones fechou o primeiro trimestre de 2016 em 9,3 milhões de unidades, 34,4% a menos do que no mesmo período do ano passado (leia mais ao lado). “A oscilação do dólar obrigou os fabricantes a repassar preços mais altos aos consumidores finais”, afirmou o analista de pesquisas da IDC Brasil, Diego Silva, em nota.
É por isso que o Magazine Luiza não deve ser o único varejista a considerar o trade-in em sua estratégia para smartphones por muito tempo. Segundo a Brighstar, uma das principais empresas que atuam no mercado de recompra de smartphones usados no País, outras grandes varejistas já negociam acordos similares com a companhia. “Os aparelhos têm um valor residual importante”, diz o presidente da Brightstar no Brasil, José Froes. “O desconto oferecido ajuda as lojas a aumentar o valor médio dos aparelhos vendidos.”
Depois que os smartphones seminovos são entregues nas lojas, a Brightstar recolhe esses aparelhos, que passam pela assistência técnica para ajustes, como trocar a tela se ela estiver quebrada ou atualizar o sistema operacional. Após a manutenção, o aparelho é revendido por lojas especializadas na revenda de smartphones usados. Quem compra um aparelho nessas lojas, recebe nota fiscal e garantia de três meses de uso.
“Existe uma camada de usuários que busca um smartphone premium, mas opta por comprar o mesmo modelo usado, pois não pode pagar pelo novo”, explica Froes. “Quando o aparelho está sobre a mesa, ninguém sabe se ele é usado, então o status é o mesmo.”
Explosão. A adoção do trade-in pelas grandes varejistas no Brasil deve ter impacto significativo no mercado de usados, já que esses canais respondem por cerca de 80% do volume de smartphones vendidos no País – segundo fontes, as operadoras são responsáveis pelo restante.
De acordo com Froes, a expectativa é que a empresa revenda 200 mil unidades de smartphones seminovos até o fim de 2016, o dobro do registrado no ano passado – as vendas de aparelhos novos deve chegar a 41 milhões no mesmo período, segundo estimativa da IDC Brasil.
Além da Brighstar, outras empresas estão de olho no crescimento do mercado de usados, como a Recomércio, a Brused e a Trocafone, que venderam 3 mil, 10 mil e 50 mil smartphones “de segunda mão” ao longo do ano passado. Essas empresas têm conseguido aumentar sua receita ao comprar aparelhos usados direto do consumidor e revendê-los por meio da internet. Só a Recomércio, por exemplo, conseguiu alcançar receita de R$ 1 milhão no ano passado com a aposta no segmento de celulares usados.
Preço médio de smartphones sobe 44% em um ano
O preço médio dos smartphones vendidos no Brasil no primeiro trimestre de 2016 foi de R$ 1.139,23, o que representa 44% acima do valor médio registrado no mesmo período de 2015. As informações são da consultoria IDC Brasil.
As transformações no mercado de smartphones resultaram na alta de preços. “A maioria dos usuários já está na segunda ou terceira compra, o que faz os fabricantes oferecerem mais celulares com especificações técnicas superiores”, explica o analista de pesquisas da IDC, Diego Silva. “Outro ponto é a oscilação do dólar, que obriga o fabricante a repassar os preços mais altos aos consumidores.”
Entre as faixas de preço que tiveram maior crescimento em vendas no primeiro trimestre do ano está a de aparelhos que custam entre R$ 1 mil e R$ 1,3 mil e os smartphones com valor acima de R$ 3 mil – as altas foram de 322% e 110%, respectivamente.
Os preços altos prejudicam, principalmente, quem ainda vai comprar o primeiro celular inteligente: a IDC estima que 35% da população brasileira ainda utiliza celulares básicos.
O Estado de S. Paulo
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Confira 5 dicas para fazer promoções sem perder dinheiro
Em tempos de crise, com desemprego, inflação e queda na confiança do consumidor, o varejo aposta em promoções para sair do fundo do poço. Além de aumentar as vendas, ações promocionais representam uma forma tradicional para o comércio movimentar estoques.
Os especialistas, no entanto, alertam, para o fato de que a promoção não é apenas uma ação de marketing, mas deve dar algum lucro para a empresa. Alguns cuidados são essenciais. Especialmente nesse momento em que, do lado do consumidor, a disposição para aproveitar promoções aumentou.
Pesquisa da Hello Research, concluída no fim de julho, mostra que os brasileiros estão mais atentos às promoções em lojas e supermercados. Na primeira edição da pesquisa, realizada em 2014, 18% dos consumidores assumiram se lembrar de alguma promoção em supermercados. Hoje, esse número cresceu para 32%.
Entre os diversos tipos de promoções, a redução do preço se mostrou a preferida de 59% dos consumidores (eram 46% em 2014). As do tipo “Leve 3 e pague 2” vêm na sequência, preferida por 18% dos entrevistados (contra 25% na pesquisa anterior).
Esses resultados mostram que, em dois anos, os consumidores passaram a valorizar mais as promoções com obtenção de benefícios financeiros imediatos.
Em outro dado revelador, em 55% dos casos, a promoção foi decisiva para que o consumidor trocasse a marca que tinha intenção de adquirir por outra em promoção. E apenas 29% foram levados a consumir um produto desnecessário no momento, fazendo a compra por impulso.
De acordo com Davi Bertoncello, CEO da Hello Research, junto com desemprego, inflação e juros altos, “a crise trouxe também um comportamento mais analítico e criterioso ao consumidor brasileiro”.
CUIDADOS QUE FAZEM A DIFERENÇA
Veja o que dizem os especialistas sobre o que é importante considerar para fazer promoções inteligentes, garantindo mais resultados e gastando menos.
1 GARANTA GANHOS PARA OS DOIS LADOS
O clima de recessão pode levar muitos lojistas a vender seus produtos pelo preço de custo, quando a empresa precisa de capital de giro, por exemplo. Porém, promoção inteligente é aquela que funciona e, portanto, proporciona benefícios para os dois lados (empresário e cliente).
“Mais que uma ação de marketing, a promoção tem que dar lucro para a empresa”, diz Bertoncello. Para ter algum lucro com a promoção, “basta que o desconto seja menor que a margem de lucro do produto”.
De acordo com o consultor, muitos se esquecem de fazer essa conta e colocam o mesmo desconto para um setor inteiro.
2 VALORIZE OS LANÇAMENTOS
Se a intenção é convencer o consumidor a substituir um produto tradicional por outro recém-chegado às prateleiras – e ainda sem credibilidade – a redução de preço pode não ser o melhor caminho.
Em vez disso, recomenda Darcy Paulino Lucca Junior, consultor do Sebrae-SP, o consumidor pode ser seduzido com propostas de experiência, como a oferta de amostras grátis e degustações.
LEIA MAIS: Marcas próprias avançam nas redes de médio porte
Foi o que fez a Easy Taxi no Brasil. Em julho, a empresa apresentou o novo serviço EasyGo, concorrente direto do Uber.
Para o lançamento, a empresa liberou corridas gratuitas por São Paulo durante 24 horas. A ação não teve limites de viagem por usuário. A iniciativa manteve 90% dos motoristas do novo serviço ocupados durante todo o período da promoção.
3 DEFINA CLARAMENTE O TEMPO DE OFERTA
Há dois perigos na famosa frase “enquanto durarem os estoques”: a dificuldade de planejamento e o excesso de adesão. Nos dois casos, a proposta pode trazer grandes problemas ao lojista.
No caso de supermercados, ofertas com maior tempo de duração podem prejudicar a ação, já que tende a dispersar os consumidores. Para Lucca Junior, o mais indicado é que dure apenas um dia.
“A preparação do cenário é mais importante que o tempo da ação”, diz.
Já para restaurantes, o ideal é que a promoção dure, no mínimo, uma semana, para que o estabelecimento seja recomendado para novos possíveis clientes.
4 TENHA CUIDADO COM AS REDES SOCIAIS
Não confunda promoção com bom relacionamento nas redes sociais. A ferramenta, lembra o consultor do Sebrae-SP, funciona melhor como uma forma de interação e para conhecer o público-alvo.
Do mesmo jeito que a internet ajuda a acelerar as vendas de um serviço ou produto em curto período de tempo, também pode trazer à tona uma enormidade de reclamações de clientes insatisfeitos.
“Portanto, só tenha um perfil na internet e divulgue suas promoções se sua empresa estiver preparada para esse alcance”, diz Lucca Junior.
5 USE O CADASTRO DE CLIENTES COMO FERRAMENTA
Com o cadastro de clientes, o empresário consegue traçar o perfil de seu público, e saber quais são os maiores interesses de cada grupo, de acordo com Lucca Junior, do Sebrae-SP.
Tendo um histórico de compras, é possível encontrar informações complementares como profissão, restrições alimentares, idade, estilo e tamanho de roupas e calçados de cada cliente. E usá-las para planejar as promoções.
Uma das aplicações sugeridas pelo consultor é aproveitar as datas comemorativas para diferenciar a promoção. São mais de 300 datas comemorativas que pouco interesse despertam entre os comerciantes.
“Algumas marcas atraem profissionais de uma área específica ou atletas de algum esporte”, sugere Lucca Junior. “Pode-se criar um mailing e lançar um catálogo promocional com roupas brancas para o dia do médico, por exemplo”.
Diário do Comércio
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Sistema Fecomércio e Sindicato dos Representantes Comerciais fazem parceria
Lideranças do Sistema Fecomércio MS vão se reunir neste sábado (13/8) com os associados do Sirecom MS – Sindicato dos Representantes Comerciais de MS, a partir das 8 horas. O objetivo é promover o conhecimento de serviços e produtos oferecidos pela Fecomércio MS, Sesc e Senac em Mato Grosso do Sul, nas áreas de representação sindical, saúde, educação, lazer, cultura e oferta de cursos profissionalizantes.
Durante a reunião, será firmada uma parceria entre a Federação do Comércio e Sirecom MS que irá beneficiar os associados e sindicalizados que precisarem de certificação digital. De acordo com a gestora de relações com o mercado da Fecomércio MS, Audrea Cortes, os profissionais terão descontos na emissão e ou renovação da assinatura digital.
De acordo com o presidente do Sirecom MS, José Alcides dos Santos, estão confirmadas mais de 80 pessoas. “Será a oportunidade de alinhar nossas demandas com produtos e serviços do Sistema Fecomércio”.
Serviço:
Sirecom MS – Rua Quintino Bocaiuva, 766- Jd. TV Morena
Horário: 8 horas
Fecomércio-MS
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Receita Nominal de MS tem crescimento em junho, aponta pesquisa conjuntural do comércio
Mato Grosso do Sul teve um crescimento de 1,7% na receita nominal em junho, se comparado ao mesmo período do ano passado. O índice foi divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS) que apontou também que o desempenho positivo foi puxado pelos setores de combustíveis e lubrificantes (5,5%) seguido pelas empresas do ramo de alimentação (mercados, hipermercados, bebidas e fumo), com 5,3%.
Por outro lado, o setor que teve o pior desempenho foi o de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-8,5%).
A pesquisa tem como objetivo acompanhar o comportamento dos principais segmentos do comércio varejista do Estado, usando como base a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE.
Confira outros dados do estudo:
IPF-MS
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